Bah, me caíram os butiás do bolso!!!

……….Da família das Arecáceas, o Buitá é uma árvore frutífera, rústica e de fácil cultivo, que cresce na Mata Atlântica. Seu nome vem do Tupi-guarani, m’butiá , que significa “fruto de fazer vinagre”. Para algumas tribos indígenas, devido à sua imponência, é uma árvore sagrada. É uma palmeira nativa da América do Sul, havendo mais de 20 espécies só no Brasil. De caule único e pode medir de 4 a 7m de altura. Quando adulto, conforme a espécie, chega a ter de 40 a 50cm de diâmetro. O chamado pecíolo (segmento de folha que a prende ao tronco) é similar a espinhos. Resistente ao fogo, ao frio e a geadas, é uma árvore tolerante à maresia e salinidade, possuindo folhas fortemente arqueadas de cor verde a azul-acinzentada, semelhantes a uma pena de pássaro. Seu fruto é comestível, rico em vitaminas A, C e betacaroteno, globoso ou ovalado, carnoso, com polpa pouco ou muito fibrosa de sabor ácido e doce, de cor amarela a alaranjada.
……….É uma árvore pode ser utilizada integralmente, ou seja, todas as suas partes: o fruto, para consumo in natura, como alimento, bem como para o preparo de licor, cachaça, suco, geleia, bolo, bombom e sobremesas; a amêndoa, como alimento, bem como para a produção de licor e rapadura; a polpa seca para a produção de papel reciclado e artesanato; as folhas secas, para confecção de artigos de cestaria, chapéus, bolsas, redes, além de armadilhas para caça e pesca, e cobertura de habitação pelos indígenas, também era usada na indústria de colchões no início do século XX.
……….Para quem não vive no Rio Grande do Sul, muito se pergunta sobre o significado da expressão “Bah, me caíram os butiás do bolso!”. Acredita-se tenha nascido da própria expressão literal. Uma vez que o gaúcho costumava colher e guardar os butiás nos bolsos largos de sua bombacha, traje típico gaúcho, quando ele se sobressaltava fazia com que estas frutas caíssem do bolso. Hoje a expressão ainda é utilizada no RS com conotação de surpresa ou perplexidade.

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